Imaginemos uma folha de papel, mas um papel especial que não tem espessura.
Fora esta particularidade, é uma folha de tamanho comum, completamente lisa como as que vêm nos pacotes que compramos.
O que podemos dizer sobre a geometria desta folha?
Não possue dobras, não possue ondulações ou curvas nem amassados.
Esta folha tem portanto:
Dobras = 0
Curvas = 0
Amassados = 0
Para todos os fins que seguem, esta folha tem zero dimensões.
Agora imaginemos fazer uma simples dobra nesta folha.
Esta dobra pode ser feita em qualquer posição da folha assim como em qualquer ângulo giratório sobre a superfície.
A primeira dobra obedece a apenas dois parâmetros: Posição e ângulo.
Mesmo assim, quantas possibilidades temos para apenas uma única dobra?
O círculo é dividido em 360º, cada grau em 60' e cada minuto em 60''.
Esta dobra pode ter, então, 60 x 60 x 360 = 12.960.000 de ângulos possíveis. Claro que pode ter muitos mais, mas para nosso exemplo esta divisão arbitrária é suficiente.
Também pode ocorrer em muitas posições diferentes sobre a folha e pode ser feita sobre cada ponto da folha arbitrariamente distintos.
Uma folha ordinária A4 tem 210 mm de largura e 297 mm. Vamos dividir os milímetros por dez numa escala ainda manipulável.
Temos então 2100 x 2970 = 6.237.000 de ponto possíveis para aplicarmos a nossa dobra.
Multiplicando o número de ângulos pelo número de pontos temos 80.831.520.000.000 ( 80,83154 x 10^12) possíveis configurações de uma única dobra em uma folha de nosso papel especial.
Agora nossa folha possue um dobra e uma dimensão.
Segundo a teoria das cordas, existem 10 dimensões espaciais e 1 temporal.
Assim, se fizermos 10 dobras em nossa folha teremos 1,190713988805941 x 10^139 configurações possíveis para a folha de papel.
Na verdade o número não é exatamente este, mas para nosso propósito basta como exemplo de ordem de magnitude.
O mesmo raciocínio pode ser aplicado quando curvamos o papel de vários modos diferentes. e com múltiplas curvas diferentes.
Agora imaginemos que podemos amassar esta folha de modo aleatório aplicando força, direção, dobras e curvas diferentemente. Quantas configurações possíveis existem para se amassar o papel?
Considerando os limites e as dimensões da nossa folha podemos inferir um número finito próximo de 10^500.
Agora vem a parte mais interessante.
Para todas estas vastíssimas possibilidades estatísticas, existe um, e apenas um, caso particular deste que é neutro ou nulo:
A folha absolutamente plana.
A folha plana é somente um dos muitos estados de dobras, curvaturas e amassos que neste caso equivalem todas a zero.
O mais interessante ainda é que a soma de todas as dobras, curvas e amassos possíveis, em qualquer dos estados possíveis é sempre zero.
Liso ou não, o papel, tem sempre zero como soma de estado total.
A configuração do nosso universo é análoga a uma das possibilidades de configurações de uma folha de papel.
Em nosso universo, as cordas foram "amassadas" de tal modo que permitem a existência de espaço tridimensional, tempo, matéria e energia.
Podemos deduzir que vivemos em um dos inúmeros universos possíveis e que os universos existem porque frente a tamanha diversidade de possibilidades de estados de existência, o não-existir - o equivalente a nossa folha totalmente plana-, é apenas um único e solitário caso.
A existência não depende da criação. Depende muito mais favoravelmente da simples estatística.
segunda-feira, 18 de março de 2013
domingo, 10 de junho de 2012
A política nos fóruns ou o efeito (tribal) manada.
Os macacos continuam os
mesmos. Fazem alianças, coçam as costas uns dos outros e massacram
os “inimigos”.
Quem se der o trabalho
de estudar Etologia verá que os humanos são mais símios que
qualquer outra coisa.
Com exceção da
linguagem, que os torna mais tagarelas e nem por isso mais
inteligentes, comportam-se exatamente como nossos primos chimpanzés,
gorilas e bonobos.
Repetem, por ignorância
de sua própria natureza, o mesmo comportamento simiesco e tribal de
afagar seus pares enquanto combatem seus adversários. Grupamentos
genéticos semelhantes, graus de parentesco agregam ou afastam os
macacos.
Evoluímos.
Hoje nos agregamos em nossas igrejas, nossas ideologias, nossas academias e todas as nossas outras crenças tribais sofisticadas que compartilhamos, mas não deixamos de execrar o diferente, o dissidente, o herege. Emocionalmente rejeitamos o que contesta nossas amadas crenças e nossos interesses, com seus respectivos e derivados laços tribais.
Hoje nos agregamos em nossas igrejas, nossas ideologias, nossas academias e todas as nossas outras crenças tribais sofisticadas que compartilhamos, mas não deixamos de execrar o diferente, o dissidente, o herege. Emocionalmente rejeitamos o que contesta nossas amadas crenças e nossos interesses, com seus respectivos e derivados laços tribais.
Sejam quais forem - partidos
políticos, religiões, times esportivos, clubes ou profissões - as identidades culturais de
qualquer ordem reforçam estes laços. Nosso conforto emocional
primata, de coçarmos as costas e alisarmos as crenças uns dos
outros, está na raiz de nossas guerras mais brutais, mais
racionalizadas e mais destrutivas. Mesmo quando nosso sofrimento é
excruciante pela perda do que amamos, justificamo-lo como o
sacrifício necessário que temos que pagar para garantir a
integridade de nossas ilusões.
Sacrificamos tudo
porque não aceitamos a consciência de que somos apenas macacos
ignorantes que desceram das árvores para trepar, ambiguamente, uns nas
costas dos outros. Prontos para amar, prontos igualmente para matar.
Traiçoeiramente.
Traiçoeiramente.
Este comportamento
primata podemos verificar na maior Ágora jamais vista, a
internet. O que nos conecta apenas acaba por nos dividir ainda mais em
tribos cada vez maiores de acordo com nossas falsas necessidades de
segurança e conforto, de conveniências e interesses. Nos fóruns da internet, “tudo se repete, ô
maninha, como antigamente”.
O eterno retorno do macaco que se imagina super-homem. E o símio digitaliza e universaliza sua estupidez.
O eterno retorno do macaco que se imagina super-homem. E o símio digitaliza e universaliza sua estupidez.
Admirável mundo velho.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Lei Cosmológica da Entropia
A razão para a baixa entropia inicial do Universo seria apenas óbvia se não fosse quase uma tautologia.
A resposta está nos graus de liberdade que a energia possuia no início.
Os estados mais entrópicos requerem diferentes e variados graus de liberdade para ocorrer.
No começo do universo o que menos havia era espaço (graus de liberdade) para a ocorrência de estados entrópicos diferenciados.
Quando, na sigularidade original, o grau de liberdade tendia a zero, a Entropia, limitada por esta falta de espaço, também tendia a zero. De outro modo, quando o volume tende a zero, a Entropia tende igualmente a zero.
Resumindo:
Quanto maior o grau de liberdade (espaço), maior o número de estados que o universo pode assumir e maior sua entropia.
Esta lei pode ser enunciada assim:
"A Entropia é igual ao grau de liberdade da energia em um dado sistema. Quando o grau de liberdade tende a zero a entropia tende a zero."
A resposta está nos graus de liberdade que a energia possuia no início.
Os estados mais entrópicos requerem diferentes e variados graus de liberdade para ocorrer.
No começo do universo o que menos havia era espaço (graus de liberdade) para a ocorrência de estados entrópicos diferenciados.
Quando, na sigularidade original, o grau de liberdade tendia a zero, a Entropia, limitada por esta falta de espaço, também tendia a zero. De outro modo, quando o volume tende a zero, a Entropia tende igualmente a zero.
Resumindo:
Quanto maior o grau de liberdade (espaço), maior o número de estados que o universo pode assumir e maior sua entropia.
Esta lei pode ser enunciada assim:
"A Entropia é igual ao grau de liberdade da energia em um dado sistema. Quando o grau de liberdade tende a zero a entropia tende a zero."
domingo, 29 de abril de 2012
O Argumento Cosmológico Marroni - The Cosmological Argument Marroni:
Refutando o Argumento Cosmológico Al Ghazali ou Kalam.
Tudo que começa a existir no tempo tem uma causa;
O universo não existe no tempo;
O universo não tem uma causa.
Everything that begins to exist in the time has a cause,
The universe does not exist in time;
The universe does not have a cause.
Tudo que começa a existir no tempo tem uma causa;
O universo não existe no tempo;
O universo não tem uma causa.
Everything that begins to exist in the time has a cause,
The universe does not exist in time;
The universe does not have a cause.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Para a crítica do Marxismo
O pensamento de Karl Marx surge como produto do capitalismo. É gerado dentro da atmosfera do capital, produto de sua época. A natureza dialética da realidade cria seus pares antitéticos dos quais o marxismo nasce e se circunscreve no polo crítico do desenvolvimento do capitalismo. Sua denúncia revela a natureza das profundas contradições do modo de produção capitalista, desvenda seus processos e suas leis fundamentais. Em sua natureza crítica, o marxismo se assenta sobre categorias próprias inerentes ao capital, suas relações e suas consequências. Desenvolvendo seu edifício teórico sobre os fundamentos dessas categorias, o pensamento de Marx desnuda a verdadeira natureza das relações históricas e sociais constituintes do capital e, dialeticamente, completa a obra do capitalismo. Dito de outro modo, o marxismo não se limita apenas na investigação, análise e síntese do que é o capitalismo. É ao mesmo tempo a narrativa historiográfica da existência do capital; É, por assim dizer, seu locutor e comentarista, afastado do seu objeto de estudo. Marx não foi capitalista nem trabalhador e pode assistir e narrar a trama que se desenvolvia perante seus olhos. Conquanto se considere o peso e a densidade de sua obra, marcada pelo rigor do pensamento em elucidar cada meandro da complexidade da sociedade capitalista, não se pode deixar de observar o marxismo como produto desta mesma sociedade. E essa passou a ser o seu limite. A análise marxista da história contemporânea tem seu limite dentro do horizonte do capital, se encerra nas fronteiras do capital. Sua proposta de superação do capitalismo foi formulada partindo de dentro da sociedade capitalista e esta proposta já se encontra, ela mesma, superada. O que deve suceder ao capitalismo não pode ser formulado, engendrado a partir das categorias inerentes ao capital.
O problema central da reprodução material das sociedades humanas deve ser abordado por um pensamento que se inicia fora do âmbito do capitalismo, desvinculado da teoria marxista, irmã antitética do capitalismo.
O marxismo é o horizonte teórico do capitalismo, não tem concorrente a sua altura. Porém, dialeticamente, o capitalismo é o horizonte histórico do marxismo, seu limite. Daí decorre a dificuldade da formulação do pensamento marxista sobre o que deve seguir ao capitalismo. Vale perguntar, como a sociedade humana global irá se reproduzir materialmente de um modo pós-capitalista. Não basta dizer que o capitalismo no desenvolvimento pleno das forças produtivas encontrou seu limite histórico. Deve-se dizer o que fazer com essas forças, como e para quem, a partir do que elas irão agir.
Pode-se admitir agora, em caráter precário, as categorias marxistas apenas como categorias de "transição" para um outro paradigma, para o avanço sobre as fronteiras da terra incógnita do pós-capitalismo. Mas não se pode elaborar o "pós" com as limitações intrísecas dessas categorias.
- As atividades produtivas humanas podem ser chamadas de trabalho. Mas o trabalho sempre foi determinado social e historicamente. E também técnica e ambientalmente. Como quer que venha a ser o trabalho na sociedade pós-capitalista, quais serão suas determinações, seus parâmetros e seus limites?
Um método aproximativo da elaboração desta proposta deve iniciar pela análise e validação dos elementos presentes agora na sociedade capitalista em crise. Destes, verificar quais são os decadentes e os emergentes. Os integradores e desintegradores. Separar o novo do arcaico. Inserir simultaneamente um cunha teórica e forçar a ruptura do paradigma marxista reformulando a base conceitual. Qual a validade do conceito Capital? Os frutos e as relações sociais de produção devem ser transformados na forma-dinheiro? E o valor deve ser determinado pelo trabalho socialmente necessário? O próprio conceito de valor (econômico) deve ser considerado válido?
Indo mais além, a ciência econômica deve sobreviver ao modo de produção que lhe deu origem? Cabe ainda formular a reprodução material da sociedade humana nos termos da Economia Política? Os objetos produzidos pelo conjunto desenvolvido das forças produtivas obviamente possuem valor de uso. Mas devem ter valor de troca? Devem ser convertidos em mercadorias? Podemos elaborar projetos quaisquer sem levar em conta os preços dos componentes?
A troca é inerente à vida nas sociedades humanas, mas deve ela se realizar pela dupla relação de compra e venda?
- Uma ponte é feita de vários materiais e trabalho; o dinheiro não pode, por sua natureza metafísica, ser agregado à ponte. Por que deve fazer parte de seu projeto? O projeto técnico deve ser subordinado ao projeto econômico? Por quê?
Com exceção do seu método, a maior e talvez única contribuição do Marxismo para a superação do capitalismo é o seu abandono, sua extinção.
O problema central da reprodução material das sociedades humanas deve ser abordado por um pensamento que se inicia fora do âmbito do capitalismo, desvinculado da teoria marxista, irmã antitética do capitalismo.
O marxismo é o horizonte teórico do capitalismo, não tem concorrente a sua altura. Porém, dialeticamente, o capitalismo é o horizonte histórico do marxismo, seu limite. Daí decorre a dificuldade da formulação do pensamento marxista sobre o que deve seguir ao capitalismo. Vale perguntar, como a sociedade humana global irá se reproduzir materialmente de um modo pós-capitalista. Não basta dizer que o capitalismo no desenvolvimento pleno das forças produtivas encontrou seu limite histórico. Deve-se dizer o que fazer com essas forças, como e para quem, a partir do que elas irão agir.
Pode-se admitir agora, em caráter precário, as categorias marxistas apenas como categorias de "transição" para um outro paradigma, para o avanço sobre as fronteiras da terra incógnita do pós-capitalismo. Mas não se pode elaborar o "pós" com as limitações intrísecas dessas categorias.
- As atividades produtivas humanas podem ser chamadas de trabalho. Mas o trabalho sempre foi determinado social e historicamente. E também técnica e ambientalmente. Como quer que venha a ser o trabalho na sociedade pós-capitalista, quais serão suas determinações, seus parâmetros e seus limites?
Um método aproximativo da elaboração desta proposta deve iniciar pela análise e validação dos elementos presentes agora na sociedade capitalista em crise. Destes, verificar quais são os decadentes e os emergentes. Os integradores e desintegradores. Separar o novo do arcaico. Inserir simultaneamente um cunha teórica e forçar a ruptura do paradigma marxista reformulando a base conceitual. Qual a validade do conceito Capital? Os frutos e as relações sociais de produção devem ser transformados na forma-dinheiro? E o valor deve ser determinado pelo trabalho socialmente necessário? O próprio conceito de valor (econômico) deve ser considerado válido?
Indo mais além, a ciência econômica deve sobreviver ao modo de produção que lhe deu origem? Cabe ainda formular a reprodução material da sociedade humana nos termos da Economia Política? Os objetos produzidos pelo conjunto desenvolvido das forças produtivas obviamente possuem valor de uso. Mas devem ter valor de troca? Devem ser convertidos em mercadorias? Podemos elaborar projetos quaisquer sem levar em conta os preços dos componentes?
A troca é inerente à vida nas sociedades humanas, mas deve ela se realizar pela dupla relação de compra e venda?
- Uma ponte é feita de vários materiais e trabalho; o dinheiro não pode, por sua natureza metafísica, ser agregado à ponte. Por que deve fazer parte de seu projeto? O projeto técnico deve ser subordinado ao projeto econômico? Por quê?
Com exceção do seu método, a maior e talvez única contribuição do Marxismo para a superação do capitalismo é o seu abandono, sua extinção.
domingo, 6 de novembro de 2011
Princípio da incerteza da função de onda da realidade.
"Ser ou não ser? Eis a questão!"
Ser E não ser, eis a Resposta!
Há dois estados possíveis para a realidade, existir e não-existir. A realidade comporta os dois polos deste par binário. Os universos oscilam entre os dois polos, como um destes dois possíveis estados e muito do que percebemos são posições ondulatórias interferentes entre estes dois estados limites.
Imaginemos uma onda senoidal, análoga a corrente elétrica alternada. O ciclo completo da onda comporta duas amplitudes. Uma amplitude da onda é positiva, um valor arbitrário igual a 1 e a outra amplitude é negativa, tem um valor igual a -1. Em cada ciclo, para a onda como um todo, os dois estados existenciais possíveis e excludentes, estão presentes.
Na amplitude 1 da onda, o universo existe como uma separação provisória, um desdobramento entre a matéria-energia e seu oposto equivalente, o espaço-tempo. Nesta porção da onda o universo existe.
Na amplitude -1, o universo reverte à indiferenciação, não há distinção entre matéria-energia e espaço-tempo. Na amplitude “negativa”, o universo não existe. Em qualquer um dos dois estados a energia total da realidade é sempre zero. Não há nenhuma violação das leis da física. Existir e não-existir são, para cada ciclo completo da onda, equivalentes.
A razão para o universo existir, é, portanto, a mesma para não existir. A existência do universo é uma pergunta sem sentido porque equivale a perguntar porque o universo não existe. A incerteza da existência se distribui sobre todas as diferentes fases possíveis da onda, criando padrões de interferência que determinam as diferentes realidades, os diferentes universos. Inevitavelmente, as interferências se multiplicam e acabam por produzir universos menores que a escala de Planck (10 elevado na -35). Estes universos equivalem às entidades geradas pelas flutuações quânticas. Para universos gerados pelos padrões de interferência que permitem uma amplitude e frequência maiores que a escala de Planck, a matéria-energia pode ser expandir e se desdobrar no espaço-tempo em um universo igual ao que vivemos.
O nosso universo, considerando estes padrões de interferência, existe como um conjunto de incontáveis outros universos infinitesimais, que se manifestam, dadas as suas próprias escalas sub-plânckticas, como matéria e energia, espaço e tempo, constituintes do nosso universo.
Nosso universo é, em macro escala, a soma fractal de todos os possíveis padrões de interferência, do conjunto de universos-partículas que oscilam entre a existência e a não-existência.
O universo que habitamos é constituído de um número infinito de universos que, dentro dos valores inferiores à escala de Planck, vibram entre a existência e a não-existência.
O nosso universo é, afinal, a ordem agregada de n-padrões de interferência, que se traduzem em n-dimensões, onde universos oscilantes se sobrepõe e superpõe em escala fractal.
Universos estroboscópicos.
Quanto dura cada um destes universos? O tempo que cada um leva em um ciclo completo da onda entre existir e não-existir. O tempo que cada oscilação leva para percorrer, por sua vez, cada uma das fases mais longas da ordem seguinte de oscilação em outro nível mais elevado. O Tempo aqui deve ser entendido como a quantidade de oscilações, a frequência, que ocorre até que a extensão de uma oscilação de uma ordem superior seja completamente percorrida. Uma onda que deve percorrer a extensão de uma outra onda maior. Todas as ondas são constituídas por ondas que, por sua vez, por outras ondas são também constituídas, sucessivamente. Ondas sobre ondas, ondas que formam granularmente outras ondas, indefinidamente.
Oscilações em escala sub-plânckticas, de universos que passam do estado existente para o não-existente, dentro do tempo de Planck, conferem a cada um destes universos uma existência virtual e estroboscópica, suficientemente estendida, em seu conjunto, para que se manifestem, em nosso universo, como um contínuo de ondas e partículas reais. As partículas persistem como uma onda oscilatória de probabilidades dentro de uma onda análoga e fractal, em um grau mais elevado, uma frequência menor, uma onda mais longa, que se abre em outra dimensão.
Ciclos oscilatórios mais amplos e mais longos, portanto, são a soma de todos os ciclos mais curtos e de elevada frequência, intermitentes entre existir e não-existir. Nosso universo existe como a dimensão fractal, como a soma espaço-temporal das interferências de infinitas ondas que vibram entre existência e não-existência.
Então, quando aconteceu pela primeira vez? Simples, depois da última.
Há uma fase da onda da realidade que é absolutamente inversa a amplitude atual da onda da realidade. Em outros termos, a onda da realidade, em sua amplitude 1 é simultânea à fase de sua amplitude reversa, -1 e o resultado é indeterminado e indiscernível.
A realidade não só oscila entre a existência e a não-existência no mesmo ciclo da mesma onda, como oscila inversamente na fase contrária da mesma onda. Não há como demonstrar que a realidade existe ou não existe.
Isto equivale a afirmar que o universo, e todos os demais universos, seus múltiplos e suas frações, são versões existentes simultâneas de suas versões não-existentes.
A incerteza reina absoluta.
E a questão da origem do universo responde a si mesma.
Ser E não ser, eis a Resposta!
Há dois estados possíveis para a realidade, existir e não-existir. A realidade comporta os dois polos deste par binário. Os universos oscilam entre os dois polos, como um destes dois possíveis estados e muito do que percebemos são posições ondulatórias interferentes entre estes dois estados limites.
Imaginemos uma onda senoidal, análoga a corrente elétrica alternada. O ciclo completo da onda comporta duas amplitudes. Uma amplitude da onda é positiva, um valor arbitrário igual a 1 e a outra amplitude é negativa, tem um valor igual a -1. Em cada ciclo, para a onda como um todo, os dois estados existenciais possíveis e excludentes, estão presentes.
Na amplitude 1 da onda, o universo existe como uma separação provisória, um desdobramento entre a matéria-energia e seu oposto equivalente, o espaço-tempo. Nesta porção da onda o universo existe.
Na amplitude -1, o universo reverte à indiferenciação, não há distinção entre matéria-energia e espaço-tempo. Na amplitude “negativa”, o universo não existe. Em qualquer um dos dois estados a energia total da realidade é sempre zero. Não há nenhuma violação das leis da física. Existir e não-existir são, para cada ciclo completo da onda, equivalentes.
A razão para o universo existir, é, portanto, a mesma para não existir. A existência do universo é uma pergunta sem sentido porque equivale a perguntar porque o universo não existe. A incerteza da existência se distribui sobre todas as diferentes fases possíveis da onda, criando padrões de interferência que determinam as diferentes realidades, os diferentes universos. Inevitavelmente, as interferências se multiplicam e acabam por produzir universos menores que a escala de Planck (10 elevado na -35). Estes universos equivalem às entidades geradas pelas flutuações quânticas. Para universos gerados pelos padrões de interferência que permitem uma amplitude e frequência maiores que a escala de Planck, a matéria-energia pode ser expandir e se desdobrar no espaço-tempo em um universo igual ao que vivemos.
O nosso universo, considerando estes padrões de interferência, existe como um conjunto de incontáveis outros universos infinitesimais, que se manifestam, dadas as suas próprias escalas sub-plânckticas, como matéria e energia, espaço e tempo, constituintes do nosso universo.
Nosso universo é, em macro escala, a soma fractal de todos os possíveis padrões de interferência, do conjunto de universos-partículas que oscilam entre a existência e a não-existência.
O universo que habitamos é constituído de um número infinito de universos que, dentro dos valores inferiores à escala de Planck, vibram entre a existência e a não-existência.
O nosso universo é, afinal, a ordem agregada de n-padrões de interferência, que se traduzem em n-dimensões, onde universos oscilantes se sobrepõe e superpõe em escala fractal.
Universos estroboscópicos.
Quanto dura cada um destes universos? O tempo que cada um leva em um ciclo completo da onda entre existir e não-existir. O tempo que cada oscilação leva para percorrer, por sua vez, cada uma das fases mais longas da ordem seguinte de oscilação em outro nível mais elevado. O Tempo aqui deve ser entendido como a quantidade de oscilações, a frequência, que ocorre até que a extensão de uma oscilação de uma ordem superior seja completamente percorrida. Uma onda que deve percorrer a extensão de uma outra onda maior. Todas as ondas são constituídas por ondas que, por sua vez, por outras ondas são também constituídas, sucessivamente. Ondas sobre ondas, ondas que formam granularmente outras ondas, indefinidamente.
Oscilações em escala sub-plânckticas, de universos que passam do estado existente para o não-existente, dentro do tempo de Planck, conferem a cada um destes universos uma existência virtual e estroboscópica, suficientemente estendida, em seu conjunto, para que se manifestem, em nosso universo, como um contínuo de ondas e partículas reais. As partículas persistem como uma onda oscilatória de probabilidades dentro de uma onda análoga e fractal, em um grau mais elevado, uma frequência menor, uma onda mais longa, que se abre em outra dimensão.
Ciclos oscilatórios mais amplos e mais longos, portanto, são a soma de todos os ciclos mais curtos e de elevada frequência, intermitentes entre existir e não-existir. Nosso universo existe como a dimensão fractal, como a soma espaço-temporal das interferências de infinitas ondas que vibram entre existência e não-existência.
Então, quando aconteceu pela primeira vez? Simples, depois da última.
Há uma fase da onda da realidade que é absolutamente inversa a amplitude atual da onda da realidade. Em outros termos, a onda da realidade, em sua amplitude 1 é simultânea à fase de sua amplitude reversa, -1 e o resultado é indeterminado e indiscernível.
A realidade não só oscila entre a existência e a não-existência no mesmo ciclo da mesma onda, como oscila inversamente na fase contrária da mesma onda. Não há como demonstrar que a realidade existe ou não existe.
Isto equivale a afirmar que o universo, e todos os demais universos, seus múltiplos e suas frações, são versões existentes simultâneas de suas versões não-existentes.
A incerteza reina absoluta.
E a questão da origem do universo responde a si mesma.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Sublime poesia
Sublime poesia,
Vai encontrá-la em seu sono,
Em seus sonhos,
Dormindo em seu domínio único,
onde ela pode ser livre,
De todos os seus fardos,
De toda aquela carga,
Que repousa,
Neste breve momento,
Distante de seu corpo.
Vai, minha poesia,
pousa silente sobre o seu
travesseiro,
Ao lado de sua beleza dormente,
Rente aos seus cabelos coloridos,
De uma cor ímpar, viva e dourada,
Contrastante a esse mundo cinzento.
Chega mais perto, minha poesia,
Como um daqueles anjos bondosos,
Que cuidam das crianças,
E que, num sussurro cantado,
Faça chegar ao mais fundo canto,
De sua alma-menina,
A mensagem que minhas mais eloquentes palavras,
Nunca foram capazes de levar.
Diga a ela, minha poesia,
Que não há minuto em minha vida,
Que não há célula em minha carne,
Que não há centelha em meu viver,
Que não há papila em meu paladar,
Que não há nota em meu escutar,
Que não há nada em meu ser,
Que não clame por um momento,
Livre, real e verdadeiro,
De simplesmente sentir,
O hálito de seu viver.
Diga, silenciosamente, minha poesia,
Tão alto que ninguém mais possa ouvir,
Tão colorido que ninguém mais possa ver,
Tão saboroso que ninguém mais possa provar,
Tão tocante que ninguém mais possa sentir,
O que ouço,
O que vejo,
O que provo,
O que sinto
Por essa mulher,
Por essa única mulher,
Que, sem saber,
Sem querer,
Tornou-se a melhor parte de mim!
Vai encontrá-la em seu sono,
Em seus sonhos,
Dormindo em seu domínio único,
onde ela pode ser livre,
De todos os seus fardos,
De toda aquela carga,
Que repousa,
Neste breve momento,
Distante de seu corpo.
Vai, minha poesia,
pousa silente sobre o seu
travesseiro,
Ao lado de sua beleza dormente,
Rente aos seus cabelos coloridos,
De uma cor ímpar, viva e dourada,
Contrastante a esse mundo cinzento.
Chega mais perto, minha poesia,
Como um daqueles anjos bondosos,
Que cuidam das crianças,
E que, num sussurro cantado,
Faça chegar ao mais fundo canto,
De sua alma-menina,
A mensagem que minhas mais eloquentes palavras,
Nunca foram capazes de levar.
Diga a ela, minha poesia,
Que não há minuto em minha vida,
Que não há célula em minha carne,
Que não há centelha em meu viver,
Que não há papila em meu paladar,
Que não há nota em meu escutar,
Que não há nada em meu ser,
Que não clame por um momento,
Livre, real e verdadeiro,
De simplesmente sentir,
O hálito de seu viver.
Diga, silenciosamente, minha poesia,
Tão alto que ninguém mais possa ouvir,
Tão colorido que ninguém mais possa ver,
Tão saboroso que ninguém mais possa provar,
Tão tocante que ninguém mais possa sentir,
O que ouço,
O que vejo,
O que provo,
O que sinto
Por essa mulher,
Por essa única mulher,
Que, sem saber,
Sem querer,
Tornou-se a melhor parte de mim!
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