Sublime poesia,
Vai encontrá-la em seu sono,
Em seus sonhos,
Dormindo em seu domínio único,
onde ela pode ser livre,
De todos os seus fardos,
De toda aquela carga,
Que repousa,
Neste breve momento,
Distante de seu corpo.
Vai, minha poesia,
pousa silente sobre o seu
travesseiro,
Ao lado de sua beleza dormente,
Rente aos seus cabelos coloridos,
De uma cor ímpar, viva e dourada,
Contrastante a esse mundo cinzento.
Chega mais perto, minha poesia,
Como um daqueles anjos bondosos,
Que cuidam das crianças,
E que, num sussurro cantado,
Faça chegar ao mais fundo canto,
De sua alma-menina,
A mensagem que minhas mais eloquentes palavras,
Nunca foram capazes de levar.
Diga a ela, minha poesia,
Que não há minuto em minha vida,
Que não há célula em minha carne,
Que não há centelha em meu viver,
Que não há papila em meu paladar,
Que não há nota em meu escutar,
Que não há nada em meu ser,
Que não clame por um momento,
Livre, real e verdadeiro,
De simplesmente sentir,
O hálito de seu viver.
Diga, silenciosamente, minha poesia,
Tão alto que ninguém mais possa ouvir,
Tão colorido que ninguém mais possa ver,
Tão saboroso que ninguém mais possa provar,
Tão tocante que ninguém mais possa sentir,
O que ouço,
O que vejo,
O que provo,
O que sinto
Por essa mulher,
Por essa única mulher,
Que, sem saber,
Sem querer,
Tornou-se a melhor parte de mim!
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Não me pergunte porque te amo
Não me pergunte porque te amo.
Não sei porque.
Não quero entender o porquê.
Além do meu entender,
Se estende o meu amor por você, por terras incógnitas,
Por paragens desconhecidas,
Em águas nunca dantes navegadas.
Por territórios não explorados de minha existência,
Sem mapas ou guias,
Sem norte ou rumo.
Assim se expande meu amor por você.
Muito além dos horizontes que imaginei eternos, conhecidos e sólidos.
Muito mais profundo do que meus mergulhos cotidianos,
Muito mais alto que meus vôos da razão.
Não me pergunte por que amo tanto você.
Quem sabe dele não me diz um única palavra,
Quem sabe desse amor incontido é o continente da minha carne,
O repositório da minha vida que se recusa a dizer o porquê,
Por mais que escute essa pergunta.
Sabe por quê?
Porque ele sabe, na sua mudez, na sua verdade não manifesta, a razão do meu amor por você.
E na sua sabedoria não tem porque me dizer,
Que não tenho porque saber,
O que sei, o que sempre soube, mais que tudo, para muito além de mim,
Que amo você.
Não sei porque.
Não quero entender o porquê.
Além do meu entender,
Se estende o meu amor por você, por terras incógnitas,
Por paragens desconhecidas,
Em águas nunca dantes navegadas.
Por territórios não explorados de minha existência,
Sem mapas ou guias,
Sem norte ou rumo.
Assim se expande meu amor por você.
Muito além dos horizontes que imaginei eternos, conhecidos e sólidos.
Muito mais profundo do que meus mergulhos cotidianos,
Muito mais alto que meus vôos da razão.
Não me pergunte por que amo tanto você.
Quem sabe dele não me diz um única palavra,
Quem sabe desse amor incontido é o continente da minha carne,
O repositório da minha vida que se recusa a dizer o porquê,
Por mais que escute essa pergunta.
Sabe por quê?
Porque ele sabe, na sua mudez, na sua verdade não manifesta, a razão do meu amor por você.
E na sua sabedoria não tem porque me dizer,
Que não tenho porque saber,
O que sei, o que sempre soube, mais que tudo, para muito além de mim,
Que amo você.
Como seria se você pudesse ver o mundo pelos meus olhos?
Como seria se você pudesse ver o mundo pelos meus olhos?
Você veria as galáxias em fuga? Veria o nascimento das estrelas?
Contaria as incontáveis e fugidias manchas solares?
Teria vertigens de habitar um planeta rodopiante?
Conceberia a dança incessante dos continentes? A erosão implacável dos ventos e das marés?
Se encheria de espanto com a marcha das espécies emergindo da lama em direção ao infinito?
Sentiria o vento que nos balança como folhas efêmeras da longeva árvore da vida?
Perceberia a fragilidade de todas as vidas e o privilégio de estar aqui, agora, contemplando a vastidão do abismo?
Sentaria à beira de um penhasco para observar as vidas humanas fluindo pelas estradas do tempo?
Sentiria as dores do mundo e o desperdício de todas as alegrias, sonhos e esperanças dos que já morreram? E dos que não nasceram?
Choraria - como eu choro - por todas as crianças perdidas, abandonadas, inocentes e punidas?
Lutaria contra os moinhos de vento pelas justas causas (não tão) perdidas?
Ergueria sua cabeça acima dos murmúrios e lamentos mesquinhos do cotidiano para fundar um sentido próprio para a sua vida?
Abandonaria suas pequenas certezas, seu atávico (questionável herança!) e pequeno porto seguro pela busca de si mesmo(a) em águas desconhecidas?
Teria a coragem de trocar seu lugar no mundo pelo estar verdadeiramente no mundo, ousando gravar um inconfundível "eu estive aqui" nas paredes da eternidade?
Aceitaria o alento precário, mas indispensável, do amor que às vezes, raras, raríssimas vezes, goteja sobre nossos corações?
Como seria bom se você pudesse ver o mundo pelos meus olhos...
Como seria bom se você pudesse me ver...
Você veria as galáxias em fuga? Veria o nascimento das estrelas?
Contaria as incontáveis e fugidias manchas solares?
Teria vertigens de habitar um planeta rodopiante?
Conceberia a dança incessante dos continentes? A erosão implacável dos ventos e das marés?
Se encheria de espanto com a marcha das espécies emergindo da lama em direção ao infinito?
Sentiria o vento que nos balança como folhas efêmeras da longeva árvore da vida?
Perceberia a fragilidade de todas as vidas e o privilégio de estar aqui, agora, contemplando a vastidão do abismo?
Sentaria à beira de um penhasco para observar as vidas humanas fluindo pelas estradas do tempo?
Sentiria as dores do mundo e o desperdício de todas as alegrias, sonhos e esperanças dos que já morreram? E dos que não nasceram?
Choraria - como eu choro - por todas as crianças perdidas, abandonadas, inocentes e punidas?
Lutaria contra os moinhos de vento pelas justas causas (não tão) perdidas?
Ergueria sua cabeça acima dos murmúrios e lamentos mesquinhos do cotidiano para fundar um sentido próprio para a sua vida?
Abandonaria suas pequenas certezas, seu atávico (questionável herança!) e pequeno porto seguro pela busca de si mesmo(a) em águas desconhecidas?
Teria a coragem de trocar seu lugar no mundo pelo estar verdadeiramente no mundo, ousando gravar um inconfundível "eu estive aqui" nas paredes da eternidade?
Aceitaria o alento precário, mas indispensável, do amor que às vezes, raras, raríssimas vezes, goteja sobre nossos corações?
Como seria bom se você pudesse ver o mundo pelos meus olhos...
Como seria bom se você pudesse me ver...
Assinar:
Postagens (Atom)