A razão para a baixa entropia inicial do Universo seria apenas óbvia se não fosse quase uma tautologia.
A resposta está nos graus de liberdade que a energia possuia no início.
Os estados mais entrópicos requerem diferentes e variados graus de liberdade para ocorrer.
No começo do universo o que menos havia era espaço (graus de liberdade) para a ocorrência de estados entrópicos diferenciados.
Quando, na sigularidade original, o grau de liberdade tendia a zero, a Entropia, limitada por esta falta de espaço, também tendia a zero. De outro modo, quando o volume tende a zero, a Entropia tende igualmente a zero.
Resumindo:
Quanto maior o grau de liberdade (espaço), maior o número de estados que o universo pode assumir e maior sua entropia.
Esta lei pode ser enunciada assim:
"A Entropia é igual ao grau de liberdade da energia em um dado sistema. Quando o grau de liberdade tende a zero a entropia tende a zero."
quarta-feira, 30 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
O Argumento Cosmológico Marroni - The Cosmological Argument Marroni:
Refutando o Argumento Cosmológico Al Ghazali ou Kalam.
Tudo que começa a existir no tempo tem uma causa;
O universo não existe no tempo;
O universo não tem uma causa.
Everything that begins to exist in the time has a cause,
The universe does not exist in time;
The universe does not have a cause.
Tudo que começa a existir no tempo tem uma causa;
O universo não existe no tempo;
O universo não tem uma causa.
Everything that begins to exist in the time has a cause,
The universe does not exist in time;
The universe does not have a cause.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Para a crítica do Marxismo
O pensamento de Karl Marx surge como produto do capitalismo. É gerado dentro da atmosfera do capital, produto de sua época. A natureza dialética da realidade cria seus pares antitéticos dos quais o marxismo nasce e se circunscreve no polo crítico do desenvolvimento do capitalismo. Sua denúncia revela a natureza das profundas contradições do modo de produção capitalista, desvenda seus processos e suas leis fundamentais. Em sua natureza crítica, o marxismo se assenta sobre categorias próprias inerentes ao capital, suas relações e suas consequências. Desenvolvendo seu edifício teórico sobre os fundamentos dessas categorias, o pensamento de Marx desnuda a verdadeira natureza das relações históricas e sociais constituintes do capital e, dialeticamente, completa a obra do capitalismo. Dito de outro modo, o marxismo não se limita apenas na investigação, análise e síntese do que é o capitalismo. É ao mesmo tempo a narrativa historiográfica da existência do capital; É, por assim dizer, seu locutor e comentarista, afastado do seu objeto de estudo. Marx não foi capitalista nem trabalhador e pode assistir e narrar a trama que se desenvolvia perante seus olhos. Conquanto se considere o peso e a densidade de sua obra, marcada pelo rigor do pensamento em elucidar cada meandro da complexidade da sociedade capitalista, não se pode deixar de observar o marxismo como produto desta mesma sociedade. E essa passou a ser o seu limite. A análise marxista da história contemporânea tem seu limite dentro do horizonte do capital, se encerra nas fronteiras do capital. Sua proposta de superação do capitalismo foi formulada partindo de dentro da sociedade capitalista e esta proposta já se encontra, ela mesma, superada. O que deve suceder ao capitalismo não pode ser formulado, engendrado a partir das categorias inerentes ao capital.
O problema central da reprodução material das sociedades humanas deve ser abordado por um pensamento que se inicia fora do âmbito do capitalismo, desvinculado da teoria marxista, irmã antitética do capitalismo.
O marxismo é o horizonte teórico do capitalismo, não tem concorrente a sua altura. Porém, dialeticamente, o capitalismo é o horizonte histórico do marxismo, seu limite. Daí decorre a dificuldade da formulação do pensamento marxista sobre o que deve seguir ao capitalismo. Vale perguntar, como a sociedade humana global irá se reproduzir materialmente de um modo pós-capitalista. Não basta dizer que o capitalismo no desenvolvimento pleno das forças produtivas encontrou seu limite histórico. Deve-se dizer o que fazer com essas forças, como e para quem, a partir do que elas irão agir.
Pode-se admitir agora, em caráter precário, as categorias marxistas apenas como categorias de "transição" para um outro paradigma, para o avanço sobre as fronteiras da terra incógnita do pós-capitalismo. Mas não se pode elaborar o "pós" com as limitações intrísecas dessas categorias.
- As atividades produtivas humanas podem ser chamadas de trabalho. Mas o trabalho sempre foi determinado social e historicamente. E também técnica e ambientalmente. Como quer que venha a ser o trabalho na sociedade pós-capitalista, quais serão suas determinações, seus parâmetros e seus limites?
Um método aproximativo da elaboração desta proposta deve iniciar pela análise e validação dos elementos presentes agora na sociedade capitalista em crise. Destes, verificar quais são os decadentes e os emergentes. Os integradores e desintegradores. Separar o novo do arcaico. Inserir simultaneamente um cunha teórica e forçar a ruptura do paradigma marxista reformulando a base conceitual. Qual a validade do conceito Capital? Os frutos e as relações sociais de produção devem ser transformados na forma-dinheiro? E o valor deve ser determinado pelo trabalho socialmente necessário? O próprio conceito de valor (econômico) deve ser considerado válido?
Indo mais além, a ciência econômica deve sobreviver ao modo de produção que lhe deu origem? Cabe ainda formular a reprodução material da sociedade humana nos termos da Economia Política? Os objetos produzidos pelo conjunto desenvolvido das forças produtivas obviamente possuem valor de uso. Mas devem ter valor de troca? Devem ser convertidos em mercadorias? Podemos elaborar projetos quaisquer sem levar em conta os preços dos componentes?
A troca é inerente à vida nas sociedades humanas, mas deve ela se realizar pela dupla relação de compra e venda?
- Uma ponte é feita de vários materiais e trabalho; o dinheiro não pode, por sua natureza metafísica, ser agregado à ponte. Por que deve fazer parte de seu projeto? O projeto técnico deve ser subordinado ao projeto econômico? Por quê?
Com exceção do seu método, a maior e talvez única contribuição do Marxismo para a superação do capitalismo é o seu abandono, sua extinção.
O problema central da reprodução material das sociedades humanas deve ser abordado por um pensamento que se inicia fora do âmbito do capitalismo, desvinculado da teoria marxista, irmã antitética do capitalismo.
O marxismo é o horizonte teórico do capitalismo, não tem concorrente a sua altura. Porém, dialeticamente, o capitalismo é o horizonte histórico do marxismo, seu limite. Daí decorre a dificuldade da formulação do pensamento marxista sobre o que deve seguir ao capitalismo. Vale perguntar, como a sociedade humana global irá se reproduzir materialmente de um modo pós-capitalista. Não basta dizer que o capitalismo no desenvolvimento pleno das forças produtivas encontrou seu limite histórico. Deve-se dizer o que fazer com essas forças, como e para quem, a partir do que elas irão agir.
Pode-se admitir agora, em caráter precário, as categorias marxistas apenas como categorias de "transição" para um outro paradigma, para o avanço sobre as fronteiras da terra incógnita do pós-capitalismo. Mas não se pode elaborar o "pós" com as limitações intrísecas dessas categorias.
- As atividades produtivas humanas podem ser chamadas de trabalho. Mas o trabalho sempre foi determinado social e historicamente. E também técnica e ambientalmente. Como quer que venha a ser o trabalho na sociedade pós-capitalista, quais serão suas determinações, seus parâmetros e seus limites?
Um método aproximativo da elaboração desta proposta deve iniciar pela análise e validação dos elementos presentes agora na sociedade capitalista em crise. Destes, verificar quais são os decadentes e os emergentes. Os integradores e desintegradores. Separar o novo do arcaico. Inserir simultaneamente um cunha teórica e forçar a ruptura do paradigma marxista reformulando a base conceitual. Qual a validade do conceito Capital? Os frutos e as relações sociais de produção devem ser transformados na forma-dinheiro? E o valor deve ser determinado pelo trabalho socialmente necessário? O próprio conceito de valor (econômico) deve ser considerado válido?
Indo mais além, a ciência econômica deve sobreviver ao modo de produção que lhe deu origem? Cabe ainda formular a reprodução material da sociedade humana nos termos da Economia Política? Os objetos produzidos pelo conjunto desenvolvido das forças produtivas obviamente possuem valor de uso. Mas devem ter valor de troca? Devem ser convertidos em mercadorias? Podemos elaborar projetos quaisquer sem levar em conta os preços dos componentes?
A troca é inerente à vida nas sociedades humanas, mas deve ela se realizar pela dupla relação de compra e venda?
- Uma ponte é feita de vários materiais e trabalho; o dinheiro não pode, por sua natureza metafísica, ser agregado à ponte. Por que deve fazer parte de seu projeto? O projeto técnico deve ser subordinado ao projeto econômico? Por quê?
Com exceção do seu método, a maior e talvez única contribuição do Marxismo para a superação do capitalismo é o seu abandono, sua extinção.
domingo, 6 de novembro de 2011
Princípio da incerteza da função de onda da realidade.
"Ser ou não ser? Eis a questão!"
Ser E não ser, eis a Resposta!
Há dois estados possíveis para a realidade, existir e não-existir. A realidade comporta os dois polos deste par binário. Os universos oscilam entre os dois polos, como um destes dois possíveis estados e muito do que percebemos são posições ondulatórias interferentes entre estes dois estados limites.
Imaginemos uma onda senoidal, análoga a corrente elétrica alternada. O ciclo completo da onda comporta duas amplitudes. Uma amplitude da onda é positiva, um valor arbitrário igual a 1 e a outra amplitude é negativa, tem um valor igual a -1. Em cada ciclo, para a onda como um todo, os dois estados existenciais possíveis e excludentes, estão presentes.
Na amplitude 1 da onda, o universo existe como uma separação provisória, um desdobramento entre a matéria-energia e seu oposto equivalente, o espaço-tempo. Nesta porção da onda o universo existe.
Na amplitude -1, o universo reverte à indiferenciação, não há distinção entre matéria-energia e espaço-tempo. Na amplitude “negativa”, o universo não existe. Em qualquer um dos dois estados a energia total da realidade é sempre zero. Não há nenhuma violação das leis da física. Existir e não-existir são, para cada ciclo completo da onda, equivalentes.
A razão para o universo existir, é, portanto, a mesma para não existir. A existência do universo é uma pergunta sem sentido porque equivale a perguntar porque o universo não existe. A incerteza da existência se distribui sobre todas as diferentes fases possíveis da onda, criando padrões de interferência que determinam as diferentes realidades, os diferentes universos. Inevitavelmente, as interferências se multiplicam e acabam por produzir universos menores que a escala de Planck (10 elevado na -35). Estes universos equivalem às entidades geradas pelas flutuações quânticas. Para universos gerados pelos padrões de interferência que permitem uma amplitude e frequência maiores que a escala de Planck, a matéria-energia pode ser expandir e se desdobrar no espaço-tempo em um universo igual ao que vivemos.
O nosso universo, considerando estes padrões de interferência, existe como um conjunto de incontáveis outros universos infinitesimais, que se manifestam, dadas as suas próprias escalas sub-plânckticas, como matéria e energia, espaço e tempo, constituintes do nosso universo.
Nosso universo é, em macro escala, a soma fractal de todos os possíveis padrões de interferência, do conjunto de universos-partículas que oscilam entre a existência e a não-existência.
O universo que habitamos é constituído de um número infinito de universos que, dentro dos valores inferiores à escala de Planck, vibram entre a existência e a não-existência.
O nosso universo é, afinal, a ordem agregada de n-padrões de interferência, que se traduzem em n-dimensões, onde universos oscilantes se sobrepõe e superpõe em escala fractal.
Universos estroboscópicos.
Quanto dura cada um destes universos? O tempo que cada um leva em um ciclo completo da onda entre existir e não-existir. O tempo que cada oscilação leva para percorrer, por sua vez, cada uma das fases mais longas da ordem seguinte de oscilação em outro nível mais elevado. O Tempo aqui deve ser entendido como a quantidade de oscilações, a frequência, que ocorre até que a extensão de uma oscilação de uma ordem superior seja completamente percorrida. Uma onda que deve percorrer a extensão de uma outra onda maior. Todas as ondas são constituídas por ondas que, por sua vez, por outras ondas são também constituídas, sucessivamente. Ondas sobre ondas, ondas que formam granularmente outras ondas, indefinidamente.
Oscilações em escala sub-plânckticas, de universos que passam do estado existente para o não-existente, dentro do tempo de Planck, conferem a cada um destes universos uma existência virtual e estroboscópica, suficientemente estendida, em seu conjunto, para que se manifestem, em nosso universo, como um contínuo de ondas e partículas reais. As partículas persistem como uma onda oscilatória de probabilidades dentro de uma onda análoga e fractal, em um grau mais elevado, uma frequência menor, uma onda mais longa, que se abre em outra dimensão.
Ciclos oscilatórios mais amplos e mais longos, portanto, são a soma de todos os ciclos mais curtos e de elevada frequência, intermitentes entre existir e não-existir. Nosso universo existe como a dimensão fractal, como a soma espaço-temporal das interferências de infinitas ondas que vibram entre existência e não-existência.
Então, quando aconteceu pela primeira vez? Simples, depois da última.
Há uma fase da onda da realidade que é absolutamente inversa a amplitude atual da onda da realidade. Em outros termos, a onda da realidade, em sua amplitude 1 é simultânea à fase de sua amplitude reversa, -1 e o resultado é indeterminado e indiscernível.
A realidade não só oscila entre a existência e a não-existência no mesmo ciclo da mesma onda, como oscila inversamente na fase contrária da mesma onda. Não há como demonstrar que a realidade existe ou não existe.
Isto equivale a afirmar que o universo, e todos os demais universos, seus múltiplos e suas frações, são versões existentes simultâneas de suas versões não-existentes.
A incerteza reina absoluta.
E a questão da origem do universo responde a si mesma.
Ser E não ser, eis a Resposta!
Há dois estados possíveis para a realidade, existir e não-existir. A realidade comporta os dois polos deste par binário. Os universos oscilam entre os dois polos, como um destes dois possíveis estados e muito do que percebemos são posições ondulatórias interferentes entre estes dois estados limites.
Imaginemos uma onda senoidal, análoga a corrente elétrica alternada. O ciclo completo da onda comporta duas amplitudes. Uma amplitude da onda é positiva, um valor arbitrário igual a 1 e a outra amplitude é negativa, tem um valor igual a -1. Em cada ciclo, para a onda como um todo, os dois estados existenciais possíveis e excludentes, estão presentes.
Na amplitude 1 da onda, o universo existe como uma separação provisória, um desdobramento entre a matéria-energia e seu oposto equivalente, o espaço-tempo. Nesta porção da onda o universo existe.
Na amplitude -1, o universo reverte à indiferenciação, não há distinção entre matéria-energia e espaço-tempo. Na amplitude “negativa”, o universo não existe. Em qualquer um dos dois estados a energia total da realidade é sempre zero. Não há nenhuma violação das leis da física. Existir e não-existir são, para cada ciclo completo da onda, equivalentes.
A razão para o universo existir, é, portanto, a mesma para não existir. A existência do universo é uma pergunta sem sentido porque equivale a perguntar porque o universo não existe. A incerteza da existência se distribui sobre todas as diferentes fases possíveis da onda, criando padrões de interferência que determinam as diferentes realidades, os diferentes universos. Inevitavelmente, as interferências se multiplicam e acabam por produzir universos menores que a escala de Planck (10 elevado na -35). Estes universos equivalem às entidades geradas pelas flutuações quânticas. Para universos gerados pelos padrões de interferência que permitem uma amplitude e frequência maiores que a escala de Planck, a matéria-energia pode ser expandir e se desdobrar no espaço-tempo em um universo igual ao que vivemos.
O nosso universo, considerando estes padrões de interferência, existe como um conjunto de incontáveis outros universos infinitesimais, que se manifestam, dadas as suas próprias escalas sub-plânckticas, como matéria e energia, espaço e tempo, constituintes do nosso universo.
Nosso universo é, em macro escala, a soma fractal de todos os possíveis padrões de interferência, do conjunto de universos-partículas que oscilam entre a existência e a não-existência.
O universo que habitamos é constituído de um número infinito de universos que, dentro dos valores inferiores à escala de Planck, vibram entre a existência e a não-existência.
O nosso universo é, afinal, a ordem agregada de n-padrões de interferência, que se traduzem em n-dimensões, onde universos oscilantes se sobrepõe e superpõe em escala fractal.
Universos estroboscópicos.
Quanto dura cada um destes universos? O tempo que cada um leva em um ciclo completo da onda entre existir e não-existir. O tempo que cada oscilação leva para percorrer, por sua vez, cada uma das fases mais longas da ordem seguinte de oscilação em outro nível mais elevado. O Tempo aqui deve ser entendido como a quantidade de oscilações, a frequência, que ocorre até que a extensão de uma oscilação de uma ordem superior seja completamente percorrida. Uma onda que deve percorrer a extensão de uma outra onda maior. Todas as ondas são constituídas por ondas que, por sua vez, por outras ondas são também constituídas, sucessivamente. Ondas sobre ondas, ondas que formam granularmente outras ondas, indefinidamente.
Oscilações em escala sub-plânckticas, de universos que passam do estado existente para o não-existente, dentro do tempo de Planck, conferem a cada um destes universos uma existência virtual e estroboscópica, suficientemente estendida, em seu conjunto, para que se manifestem, em nosso universo, como um contínuo de ondas e partículas reais. As partículas persistem como uma onda oscilatória de probabilidades dentro de uma onda análoga e fractal, em um grau mais elevado, uma frequência menor, uma onda mais longa, que se abre em outra dimensão.
Ciclos oscilatórios mais amplos e mais longos, portanto, são a soma de todos os ciclos mais curtos e de elevada frequência, intermitentes entre existir e não-existir. Nosso universo existe como a dimensão fractal, como a soma espaço-temporal das interferências de infinitas ondas que vibram entre existência e não-existência.
Então, quando aconteceu pela primeira vez? Simples, depois da última.
Há uma fase da onda da realidade que é absolutamente inversa a amplitude atual da onda da realidade. Em outros termos, a onda da realidade, em sua amplitude 1 é simultânea à fase de sua amplitude reversa, -1 e o resultado é indeterminado e indiscernível.
A realidade não só oscila entre a existência e a não-existência no mesmo ciclo da mesma onda, como oscila inversamente na fase contrária da mesma onda. Não há como demonstrar que a realidade existe ou não existe.
Isto equivale a afirmar que o universo, e todos os demais universos, seus múltiplos e suas frações, são versões existentes simultâneas de suas versões não-existentes.
A incerteza reina absoluta.
E a questão da origem do universo responde a si mesma.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Sublime poesia
Sublime poesia,
Vai encontrá-la em seu sono,
Em seus sonhos,
Dormindo em seu domínio único,
onde ela pode ser livre,
De todos os seus fardos,
De toda aquela carga,
Que repousa,
Neste breve momento,
Distante de seu corpo.
Vai, minha poesia,
pousa silente sobre o seu
travesseiro,
Ao lado de sua beleza dormente,
Rente aos seus cabelos coloridos,
De uma cor ímpar, viva e dourada,
Contrastante a esse mundo cinzento.
Chega mais perto, minha poesia,
Como um daqueles anjos bondosos,
Que cuidam das crianças,
E que, num sussurro cantado,
Faça chegar ao mais fundo canto,
De sua alma-menina,
A mensagem que minhas mais eloquentes palavras,
Nunca foram capazes de levar.
Diga a ela, minha poesia,
Que não há minuto em minha vida,
Que não há célula em minha carne,
Que não há centelha em meu viver,
Que não há papila em meu paladar,
Que não há nota em meu escutar,
Que não há nada em meu ser,
Que não clame por um momento,
Livre, real e verdadeiro,
De simplesmente sentir,
O hálito de seu viver.
Diga, silenciosamente, minha poesia,
Tão alto que ninguém mais possa ouvir,
Tão colorido que ninguém mais possa ver,
Tão saboroso que ninguém mais possa provar,
Tão tocante que ninguém mais possa sentir,
O que ouço,
O que vejo,
O que provo,
O que sinto
Por essa mulher,
Por essa única mulher,
Que, sem saber,
Sem querer,
Tornou-se a melhor parte de mim!
Vai encontrá-la em seu sono,
Em seus sonhos,
Dormindo em seu domínio único,
onde ela pode ser livre,
De todos os seus fardos,
De toda aquela carga,
Que repousa,
Neste breve momento,
Distante de seu corpo.
Vai, minha poesia,
pousa silente sobre o seu
travesseiro,
Ao lado de sua beleza dormente,
Rente aos seus cabelos coloridos,
De uma cor ímpar, viva e dourada,
Contrastante a esse mundo cinzento.
Chega mais perto, minha poesia,
Como um daqueles anjos bondosos,
Que cuidam das crianças,
E que, num sussurro cantado,
Faça chegar ao mais fundo canto,
De sua alma-menina,
A mensagem que minhas mais eloquentes palavras,
Nunca foram capazes de levar.
Diga a ela, minha poesia,
Que não há minuto em minha vida,
Que não há célula em minha carne,
Que não há centelha em meu viver,
Que não há papila em meu paladar,
Que não há nota em meu escutar,
Que não há nada em meu ser,
Que não clame por um momento,
Livre, real e verdadeiro,
De simplesmente sentir,
O hálito de seu viver.
Diga, silenciosamente, minha poesia,
Tão alto que ninguém mais possa ouvir,
Tão colorido que ninguém mais possa ver,
Tão saboroso que ninguém mais possa provar,
Tão tocante que ninguém mais possa sentir,
O que ouço,
O que vejo,
O que provo,
O que sinto
Por essa mulher,
Por essa única mulher,
Que, sem saber,
Sem querer,
Tornou-se a melhor parte de mim!
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Não me pergunte porque te amo
Não me pergunte porque te amo.
Não sei porque.
Não quero entender o porquê.
Além do meu entender,
Se estende o meu amor por você, por terras incógnitas,
Por paragens desconhecidas,
Em águas nunca dantes navegadas.
Por territórios não explorados de minha existência,
Sem mapas ou guias,
Sem norte ou rumo.
Assim se expande meu amor por você.
Muito além dos horizontes que imaginei eternos, conhecidos e sólidos.
Muito mais profundo do que meus mergulhos cotidianos,
Muito mais alto que meus vôos da razão.
Não me pergunte por que amo tanto você.
Quem sabe dele não me diz um única palavra,
Quem sabe desse amor incontido é o continente da minha carne,
O repositório da minha vida que se recusa a dizer o porquê,
Por mais que escute essa pergunta.
Sabe por quê?
Porque ele sabe, na sua mudez, na sua verdade não manifesta, a razão do meu amor por você.
E na sua sabedoria não tem porque me dizer,
Que não tenho porque saber,
O que sei, o que sempre soube, mais que tudo, para muito além de mim,
Que amo você.
Não sei porque.
Não quero entender o porquê.
Além do meu entender,
Se estende o meu amor por você, por terras incógnitas,
Por paragens desconhecidas,
Em águas nunca dantes navegadas.
Por territórios não explorados de minha existência,
Sem mapas ou guias,
Sem norte ou rumo.
Assim se expande meu amor por você.
Muito além dos horizontes que imaginei eternos, conhecidos e sólidos.
Muito mais profundo do que meus mergulhos cotidianos,
Muito mais alto que meus vôos da razão.
Não me pergunte por que amo tanto você.
Quem sabe dele não me diz um única palavra,
Quem sabe desse amor incontido é o continente da minha carne,
O repositório da minha vida que se recusa a dizer o porquê,
Por mais que escute essa pergunta.
Sabe por quê?
Porque ele sabe, na sua mudez, na sua verdade não manifesta, a razão do meu amor por você.
E na sua sabedoria não tem porque me dizer,
Que não tenho porque saber,
O que sei, o que sempre soube, mais que tudo, para muito além de mim,
Que amo você.
"Gott ist tot"
Quando publicou esta declaração, Nietzsche, como homem de seu tempo, estava afirmando que deus deixava de ser o centro do qual emanava o poder absoluto. Deus era retirado de seu domínio pela força das revoluções norte-americana e francesa e a consequente cisão entre o estado e a igreja, da separação entre o poder temporal e o poder espiritual.
A revolução industrial do século XVIII (1700 -1800) promoveu a ascenção de uma nova classe social, proprietária do capital, a burguesia. E esta classe, guiada por seus interesses, promoveu por sua vez novos valores, na época revolucionários, porque desafiavam a ordem social estabelecida. A introdução de métodos científicos de produção, na otimização dos processos fabris, exigiam uma nova racionalidade menos religiosa e mais concreta, exigiam ciência e não orações. Associado a isso, enaltecia-se o valor do indivíduo, senhor absoluto da sua vida privada, como o centro e destino dos empreendimentos capitalistas, em oposição à criatura medieval, que tinha por único objetivo na sua vida a salvação de sua alma. O indivíduo e sua ideologia - o individualismo - nasce como a personificação do sucesso econômico da prosperidade capitalista, ascendendo socialmente apenas por seus próprios méritos pessoais.
Isso se contrapôs ao estado absoluto dos reis e rainhas ungidos por deus e controlado pela igreja católica, a grande potência medieval, onde as classes sociais se dividiam em nobreza, clero e plebe. A plebe se dividia em camponeses, que deviam vassalagem aos nobres por habitarem suas terras, e os burgueses, cidadãos que exerciam as ocupações urbanas como artesãos, banqueiros e comerciantes.
A articulação destes três últimos - artesãos, banqueiros e comerciantes - em torno do novo modo de produção deu origem à burguesia, que emergia dentro da velha ordem como detentora do poder econômico. Seus interesses privados - "laissez faire, laissez aller, laissez passer" - estavam em oposição direta aos do antigo regime monárquico absolutista, no qual os reis eram coroados pela igreja por direito divino e o poder destes derivava de sua escolha ordenada por um representante de deus, conferindo ao clero status político na sociedade. À nobreza cabia a propriedade da terra, fonte do seu ócio, de toda a produção e riqueza e de seu poder como classe social.
A morte de deus nesse processo de substituição do poder espiritual, representado na Terra pelo rei e pelo clero, é o rito de passagem no qual o poder temporal da burguesia torna-se hegemônico, preponderante na sociedade que se consolida no século XIX (1800 - 1900).
Deus sai do centro do poder público da vida e é reduzido a uma dimensão privada, entidade espiritual habitante da esfera das escolhas individuais. Deus deixa de controlar a sociedade com a derrubada da monarquia e se torna um deus íntimo, pessoal, destituído do poder político com a instalação das assembléias nacionais, instâncias democráticas do novo poder burguês.
Nas cidades medievais a arquitetura revela a transformação das sociedades. No centro destas cidades há uma igreja ou uma catedral, habitualmente a maior e mais alta das contruções. A cidade (o burgo) gravitava em torno desse centro espiritual e toda a vida era ordenada e dirigida a partir desse centro. Aos poucos e muito mais evidente nas novas cidades das Américas, o capital e suas maiores instituições, os bancos, passa a ocupar o centro com seus arranha-céus, símbolos do poder temporal e secular. As igrejas ainda por ali permanecem, mas agora apenas como modestas lembranças de um poder e de uma glória que não mais existem.
Assim foi que deus, na morte simbólica anunciada por Nietzsche, não deixou de existir. Não morreu de fato.
Foi cassado em seu poder poítico, substituido pelo poder do capital.
Exilado no íntimo dos indivíduos, deixou de fazer diferença nos negócios.
A revolução industrial do século XVIII (1700 -1800) promoveu a ascenção de uma nova classe social, proprietária do capital, a burguesia. E esta classe, guiada por seus interesses, promoveu por sua vez novos valores, na época revolucionários, porque desafiavam a ordem social estabelecida. A introdução de métodos científicos de produção, na otimização dos processos fabris, exigiam uma nova racionalidade menos religiosa e mais concreta, exigiam ciência e não orações. Associado a isso, enaltecia-se o valor do indivíduo, senhor absoluto da sua vida privada, como o centro e destino dos empreendimentos capitalistas, em oposição à criatura medieval, que tinha por único objetivo na sua vida a salvação de sua alma. O indivíduo e sua ideologia - o individualismo - nasce como a personificação do sucesso econômico da prosperidade capitalista, ascendendo socialmente apenas por seus próprios méritos pessoais.
Isso se contrapôs ao estado absoluto dos reis e rainhas ungidos por deus e controlado pela igreja católica, a grande potência medieval, onde as classes sociais se dividiam em nobreza, clero e plebe. A plebe se dividia em camponeses, que deviam vassalagem aos nobres por habitarem suas terras, e os burgueses, cidadãos que exerciam as ocupações urbanas como artesãos, banqueiros e comerciantes.
A articulação destes três últimos - artesãos, banqueiros e comerciantes - em torno do novo modo de produção deu origem à burguesia, que emergia dentro da velha ordem como detentora do poder econômico. Seus interesses privados - "laissez faire, laissez aller, laissez passer" - estavam em oposição direta aos do antigo regime monárquico absolutista, no qual os reis eram coroados pela igreja por direito divino e o poder destes derivava de sua escolha ordenada por um representante de deus, conferindo ao clero status político na sociedade. À nobreza cabia a propriedade da terra, fonte do seu ócio, de toda a produção e riqueza e de seu poder como classe social.
A morte de deus nesse processo de substituição do poder espiritual, representado na Terra pelo rei e pelo clero, é o rito de passagem no qual o poder temporal da burguesia torna-se hegemônico, preponderante na sociedade que se consolida no século XIX (1800 - 1900).
Deus sai do centro do poder público da vida e é reduzido a uma dimensão privada, entidade espiritual habitante da esfera das escolhas individuais. Deus deixa de controlar a sociedade com a derrubada da monarquia e se torna um deus íntimo, pessoal, destituído do poder político com a instalação das assembléias nacionais, instâncias democráticas do novo poder burguês.
Nas cidades medievais a arquitetura revela a transformação das sociedades. No centro destas cidades há uma igreja ou uma catedral, habitualmente a maior e mais alta das contruções. A cidade (o burgo) gravitava em torno desse centro espiritual e toda a vida era ordenada e dirigida a partir desse centro. Aos poucos e muito mais evidente nas novas cidades das Américas, o capital e suas maiores instituições, os bancos, passa a ocupar o centro com seus arranha-céus, símbolos do poder temporal e secular. As igrejas ainda por ali permanecem, mas agora apenas como modestas lembranças de um poder e de uma glória que não mais existem.
Assim foi que deus, na morte simbólica anunciada por Nietzsche, não deixou de existir. Não morreu de fato.
Foi cassado em seu poder poítico, substituido pelo poder do capital.
Exilado no íntimo dos indivíduos, deixou de fazer diferença nos negócios.
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